ADORMECI E ZEREI
21.5.08
20.5.08
CAMINHANDO...
Foto: Andra Valladares
18.5.08
PS: texto comentário que fiz no essapalavra,
frase de Dauri Batisti
15.5.08
OS CAMINHOS QUE LEVAM À MONTANHA
Foto: Andra Valladares
Perplexos e extasiados com o lugar de ventos e expressões diferentes, em que se “pocava” a pipoca na panela, avistávamos a imensidão de água, ao longe de nossa casa, visão que nos seduzia , apontando como seta que ali havia beleza no encontro com sua majestade, o Mar. Suas princesas, aos poucos, foram se apresentando à vontade de se fazerem conhecidas pelos mineiros recém-chegados. Praia da Costa, menina dos olhos dos moradores, Itapuã, que até hoje agrega lazer e labor no ofício dos pescadores, Itaparica, a princesa mais badalada da orla, Barrra do Jucu, que recebe as garças no final da tarde, a Praia da Barrinha, que faz a alegria para o esporte que reúne os surfistas, e mais praias para o deleite na cidade verão que dura o ano inteiro.
Para não fugir à tradição religiosa, a devoção marca presença. Puxada do Mastro, Congadas, gente vinda de todos os cantos do Brasil para a Festa da Penha, festa que inclui na sua programação, o encontro de milhares de homens que, desde 1958, fazem, sob o manto da fé, a tradicional Romaria dos Homens: uma longa caminhada que começa na capital Vitória e percorre os caminhos que levam à montanha. Montanha sagrada, ornada por densa floresta, soberana montanha no alto de seus 154m de altura. Generosa montanha, anfitriã da padroeira do Estado, Nossa Senhora da Penha – a conhecida Nossa Senhora das Alegrias – A montanha que traz no seu topo o Convento da Penha, a escolhida montanha que testemunhou o começo do que hoje é : Vila Velha, oficialmente, a filha mais velha do Estado do Espírito Santo.
Hoje, a Romaria dos Homens, já não é exclusiva de homens. Mulheres e crianças se juntam aos homens e seguem em procissão, saindo da Catedral de Vitória, com destino ao Convento da Penha em Vila Velha.
14.5.08
Clarice Lispector
10.5.08
TENHO OLHADO PARA O MEU UMBIGO
Foto: Andreia Gavazzoni
É, tenho olhado para o meu umbigo. Descubro que, longe de ser uma atitude individualista ou egoísta, como me fizeram acreditar, é sim, uma atitude de busca de equilíbrio na criação de meus próprios acordes. Então, olho para o umbigo. Preciso fortalecer minha "caixa de força" para sair desse estado de grávida de mim mesma e fazer o parto - parto normal, sem anestesia, Eu comigo. Nascendo, de novo, atualizo-me e abro possibilidades para que venha uma nova mulher no corpo que agora se aceita inteiro, consciente de seus vários instrumentos, cada um com seu som, diferentes sons e de igual importância que juntos, compõem a orquestra afinada que me constitui pessoa em coração, pernas, braços, pé, olhos, ouvidos, garganta, respiração, pulmões...
Aos discuros, o tempo e o lugar adequados. Volto para o meu umbigo, a respiração rege a orquestra: quanto mais consciência tenho de mim, mais equilíbrio, harmonia e beleza para a melodia tocada por todos os membros que formam o que Sou.
7.5.08
Eu caminho em corda bamba até o limite de meu sonho. As vísceras torturadas pela voluptuosidade me guiam, fúria dos impulsos. Antes de me organizar, tenho que me desorganizar internamente para experimentar o primeiro e passageiro estágio primeiro da liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me.



